Bem-vindos ao Racca!!!

_ Esvaziando a mente _






quarta-feira, 2 de março de 2011

EU ESTOU BEM!

- Defina “bem”...
- Fodida. Insegura. Neurótica. Decepcionada! :]

Por que não?

“Vontade de mudar de vida, de gestos, de nome , endereço e telefone.
Vontade de mudar de comportamento, mudar de idade, mudar de mundo, de todo mundo, vontade de mudar de vontade.”


"A manhã nasceu lá fora
O meu tempo é mesmo agora
Já vesti a roupa colorida.

Na cabeça vem aquele verso
Sobre o meu novo universo
A canção que é minha preferida.

Nesse rio sei andar na beira
Desvario é essa cachoeira.
Trilha subindo a mata
A vista que me arrebata
Essa estrada me chamou
Eu vou..."

(Bruna Caram)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quisera eu...



Amor é artigo de luxo. Que cuide dele quem o tem...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Guerrilha urbana no Rio de Janeiro: a que ponto chegamos!


Embalada ao som dos tiros de metralhadora, revoltada eu escrevo. Revolta pela insegurança generalizada e pelo caos que se instalou por aqui, revoltada por não poder sair para trabalhar há dois dias, porque além das balas perdidas, agora corremos o risco de termos os carros e os transportes coletivos incendiados ou o que ainda é pior, o risco de ser baleada dentro de casa enquanto escrevo este post. Quem sabe escrevendo eu consiga desabafar e expressar o que sinto por viver numa cidade que, um dia, foi maravilhosa...

Já considerei os traficantes e seus afins como vítimas, matéria bruta sendo moldada por um país em que a política de divisão de renda e oportunidades são mal distribuídas, onde o modelo de educação básica pública forma alienados sociais. Hoje não penso assim, mesmo sabendo que os "motivos" continuam os mesmos. Os injustiçados, as grandes vítimas somos todos nós, cidadãos comuns que estudamos, trabalhamos e pagamos nossos impostos. Caramba, se pobreza fosse requisito para marginalidade então mais da metade da população brasileira seria formada por criminosos! Sendo assim, desejo que todos eles MORRAM, para que aqueles que perderam seus amigos e parentes por causa desses ratos imundos possam sentir-se vingados. E por mais cristã que eu seja, digo isso sem pesar algum!

Começo a ficar esperançosa ao ver que a nossa polícia está tirando o sapato alto e invadindo as favelas, literalmente caçando os bandidos. Espero que nossos prefeito e governador continuem adotando o modelo “tolerância zero” de Giuliani, que em seu mandato conseguiu para Nova York o título de uma das cidades mais seguras e com maior qualidade de vida dos EUA, grande contraste com a NY de antes de 1994.

Escrever estas linhas me acalmou um pouco, mas espero um dia poder publicar um novo post contando as boas novas por aqui.

Um forte abraço,
ViVi*M*S

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Para ti

“Um dia fui feliz ao lado do melhor amigo, um como nunca mais vou encontrar, um que perdi porque nunca soube dar o verdadeiro valor que merecia. Nunca soube dizer o quanto o adorava, o quanto era importante receber todos os dias o seu sorriso pela manhã, o quão importante era ficar a falar até escurecer, todos os dias a seu lado.
Agradecer todas aquelas palavras, aqueles olhares, aqueles textos, aqueles abraços que simplesmente me faziam bem, sem saber como era feliz ao lado de uma pessoa que surgiu na minha vida com um anjo descido do céu, que me lembrava todos os dias que eu era especial e amada.
Mas perdi-o, perdi o seu carinho, por minha causa eu sei… Não soube lutar pelo que me realmente fazia bem. Fui fraca, muito fraca, deixei escapar a pessoa que mais me fazia feliz.
E agora arrependo-me, arrependo-me de não o lembrar do quão era importante, de como me fazia sentir quando estava com ele, do quão bonita é a sua alma e de quanto amor tem para dar.
Nunca mas nunca, vou encontrar alguém assim. Porque pessoas assim não existem, pessoas que me possam ensinar tanto sobre a vida todos os dias, que me deixem sem palavras quando tento escrever, que me deixem de lágrimas nos olhos só de pensar nele e com um aperto tão grande que me faz sufocar.
Desculpa ter deixado escapar todo o que tínhamos, ter desistido de ti, ter sido fraca.
Desculpa não ter conseguido dizer-te todos os dias o quanto és importante.
Desculpa por não ter lutado por nós.”

Almas Perfumadas

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.


Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.


Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.


O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.


Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.


Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.


Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.


Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.


Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.


Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.


Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.


Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.


Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.


Corre em outras veias.


Pulsa em outro lugar.


Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.


E a gente ri grande que nem menino arteiro.


Tem gente como você que nem percebe como tem a alma perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.


(Carlos Drummond de Andrade)